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A Prática Intensiva da Sabedoria

Sabedoria pode ser definida como o dom que nos permite discernir qual o melhor caminho a seguir, a melhor atitude a adotar nos diferentes contextos que a vida nos apresenta.

Este ser humano em construção, ao chegar nesta etapa de sua obra passa a ter direitos e deveres antes inacessíveis. Por que digo isso? Porque acredito que é obrigação da pessoa que vivenciou tantos anos de experiências ao longo de sua vida, ter acumulado história suficiente para praticar o dom da sabedoria, ou seja, ter se tornado uma pessoa mais instruída, que tem juízo, bom senso e se comporta de acordo com seus princípios fundamentais (ética do caráter) e ainda ser capaz de acessar a sabedoria divina!

Não que isto não seja possível ao longo de toda vida, pelo contrário, a sabedoria está à nossa disposição para ser acessada sempre que quisermos em todas as etapas. No entanto, minha opinião, é a de que tendo sido criança, adolescente e adulto agora entramos na reta final para aproveitar tal oportunidade. Nesta etapa temos a responsabilidade de consolidar vínculos fortes entre as gerações. E este passa a ser nosso principal papel. Esta é minha percepção e em nada tenho como comprová-la cientificamente, até porque este não é meu objetivo. Carrego comigo este conhecimento e sei que sua origem é interna!

Podemos ler no livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes de Stephen R. Covey que: “Uma família com vínculos fortes entre as gerações é potencialmente um dos relacionamentos interdependentes mais proveitosos, valiosos e satisfatórios. Cada um de nós tem suas raízes e a capacidade para pesquisar essas raízes, para identificar os ancestrais.”

E continua: “A motivação mais poderosa e nobre para tanto não se encontra em nós, mas na posteridade de toda a humanidade. Como já foi dito: “Existem só duas heranças duradouras que podemos deixar para os filhos – raízes e asas.””

Acredito na afirmação de que somos pessoas de transição – um elo entre o passado e o futuro – e que a qualquer momento, a partir de uma decisão pessoal, podemos parar em nós alguma tendência que se manifesta em nossas famílias há várias gerações e então fazermos uma mudança que pode afetar muitas vidas futuras.

Esta disposição não é para os fracos, pois requer coragem da parte do indivíduo. Como dizia Carl Rogers, psicoterapeuta, “não precisamos temer nenhum tipo de sentimento, precisamos apenas permitir que a cognição e a experiência fluam integralmente. Ao ter acesso verdadeiro a uma gama maior de experiências, cada um de nós poderá encontrar com mais facilidade o melhor caminho para seu “eu” autêntico.” E acrescenta: “As pessoas estão sempre crescendo, segundo ele, e a direção que tomam – quando há liberdade para seguir qualquer caminho – é geralmente a mais apropriada para elas e para a qual estão mais propensas.”

Esta é a etapa onde precisamos ter um olhar especial para nós mesmos e promovermos a renovação das quadro dimensões de cada natureza – física, espiritual, mental, emocional, estabelecendo o equilíbrio necessário para a continuação de uma vida saudável. Tais pilares devem estar bem desenvolvidos e necessitam de nossa atenção para alimentá-los. Para isto precisamos ter clareza de onde estamos e para onde queremos ir.

Aprendi que o passado nos serve para dizer como e porque chegamos aqui. Tudo o que vivemos, bom ou ruim, contribuiu de forma significativa para sermos como somos aqui e agora. Também nesta etapa precisamos definir nossa visão pessoal do futuro. Para onde queremos ir e como desejamos estar. A vida plena é um processo, não um estado de ser. Para aproveitar a vida é preciso:

  • ser totalmente aberto às experiências;
  • viver o momento presente;
  • confiar em si mesmo;
  • assumir responsabilidade pelas próprias escolhas;
  • tratar a si e aos outros com consideração positiva incondicional.

Assim segue nossa construção e queremos trazer várias dicas para mantermos uma vida saudável. Acredito que ter uma agenda equilibrada contendo todas as ações importantes que devemos praticar já é uma atitude louvável. Saiba o que tem a fazer diariamente, cumpra sua programação e assim tenha uma vida extraordinária.

Fique idoso/a, mas não velho/a. – Mario Sérgio Cortella

FONTES:

  • O Livro da Psicologia da GloboLivros.
  • Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes – Stephen R. Covey